segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Caminhos do perdão

Eu,
andando perdido encontrando teu olhar no lugar onde as estrelas me apontavam para seguir
Eu,
um homem solitário, ancorado, como um veleiro sem turistas
Eu,
transtornado como bêbado sem pranto para chorar
assassinado como borboleta que vai aos céus com uma das asas sangrando
Eu, um homem trite que se abandonou pra ser sozinho.
E você,
apenas uma lembrança como herança do passado
linda, como uma cantiga da lua com todos os seus versos de prata
e te adorei tanto que meu amor de tão imenso buscava o fim do mudo
mas por mais devagar e leve que eu pisasse,
meus passos eram profundos e marcantes
na madrugada as luzes aos poucos adormeciam transparentes
na tua distância construí um templo para o final do sonho
e neste final, uma porteira que só dá entrada à tua moradia
nas ondas do mar restaram apenas ilusões
agitadas que se esqueceram de mim e é ainda naquele teu adeus que chora hoje minha saudade
e é ainda naquela tua partida que estou indo por atalhos à tua chegada

Anderson Herzer

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